Pages

Subscribe:

domingo, 31 de janeiro de 2010

Parceiros na Aprendizagem - Volta às aulas






Volta às aulas sempre nos leva a refletir sobre o novo ano letivo, e como será a relação professores-alunos-pais. A reunião de pais e professores se faz necessário nesse período, objetivando a parceria da creche/escola com a familia. Abaixo segue algumas publicações sobre o tema e sugestões de dinâmicas.


Juntas. desde o comecinho


Mátricula

  • Logo no primeiro contato, cabe ao diretor ou o coordenador pedagógico mostrar o espaço físico e a proposta pedagógica, ouvir dúvidas e responder com clareza.

  • Com a matrícula efetuada, o ideal é conhecer o percurso escolar do novo aluno, as preferências e gostos dele, dados sobre saúde, relacionamento em casa.

  • Na Educação Infantil, informar sobre os hábitos alimentares e a rotina, para facilitar a adaptação.

Reuniões


  • Comunicar logo no começo do ano o dia e o horário previstos para os encontros.

  • Na convocação citar os objetivos da reunião

  • Explicar que a escola ensina determinados conteúdos, como ela ensina e como a criança aprende

  • Informar sobre os projetos didáticos e perguntar como cada familia pode contribuir.


PARA OS PAIS: Atitudes que favorecem o sucesso dos filhos

  • Fale sempre bem da escola para criar em seu filho uma expectativa positiva em relação aos estudos.
  1. Abrace-o e deseje coisas boas a ele quando estiver de saída para a aula.

  2. Na volta procure saber como foi o dia dele, o que aprendeu e como se relacionou com todos.

  3. Conheça o professor e converse com ele sobre a criança e o trabalho dele na escola.

  4. Em caso de notas baixas, não espere ser chamado: vá a escola para saber o que está acontecendo.

  5. Mantenha uma relação de respeito, carinho e consideração com os professores.

  6. Quando seu filho estiver com problemas, compartilhe-os com a escola sem omitir fatos nem julgar atitudes.

PARA A ESCOLA/CRECHE: Atitudes para se relacionar bem com a familia


  1. Conheça a familia dos alunos e o entorno da escola. Assim todos se sentem mais integrados à escola.

  2. Aceite as diferentes formas de arranjos familiares. Não existe mais só familias tradicionais.

  3. Observe as atitudes e rotinas dos alunos, sem julgar nem interferir.

  4. Saiba quais são as reais necessidades das familias antes de planejar palestras, cursos ou atividades.

  5. Disponha canais de comunicação para ouvir os responsáveis e esteja aberto a críticas e sugestões.

  6. Oriente os funcionários da escola sobre a importância da participação dos pais na educação, para todos os receberem bem.

  7. Converse com os pais sobre as conquistas dos alunos e não só sobre as dificuldades.

  8. Mostre a rotina da escola e a importância de ela ser seguida para o sucesso na aprendizagem.







10 passos para se sair bem na reunião de pais

  1. Definir o roteiro com a direção : Para não perder o foco, vale organizar antecipadamente com a direção um roteiro que será dito às famílias "os pais têm direito de saber qual a linha pedagógica adotada". depois os pais são encaminhados para grupos diversos de acordo com o ano do filho.

  2. Preparar e enviar os convites: O convite enviado com pelo menos uma semana de antecedência deve conter; o aviso claro da reunião com dia, local, hora; os temas a serem tratados

  3. Cuidar do ambiente: O local do encontro deve ser preparado com cuidado para que todos se sintam esperados e acolhidos. Alguns professores costumam pedir às crianças para fazer desenhos e com eles decoram a sala onde será a reunião. Dar aos pais a oportunidade de identificar o trabalho do filho entre tantos outros é uma forma afetuosa de dar boas-vindas

  4. Garantir a participaçãoa tiva dos pais: Reserve um tempo para os pais fazerem perguntas e propostas. Questões especificas sobre uma criança, que não sejam do interesse geral, ficam para depois.

  5. Fazer um resumo do programa de sua disciplina e da metodologia a ser utilizada: Todos os professores devem se apresentar aos pais e expor seu programa.

  6. Falar das peridiocidade dos encontros: Se os pais sabem quando terão nova oportunidade de encontrar os professores, é criado um compromisso entre familia e escola. É importante mostrar que a aprendizagem só acontece se a escola, o aluno e a familia trabalharem juntos.

  7. Preparar uma dinâmica: Para descontrair os pais e fazer com que se sintam mais à vontade, uma dinâmica pode funcionar bem, escolha uma que facilite a integração, mas que não demore mais que 15 minutos.

  8. Mostre a escola: Em uma pequena excursão leve os pais para conhecer as salas, biblioteca, laboratório,banheiros etc. Conhecer o espaço onde a criança passa tantas horas do dia e perceber que é seguro e adequado ao ensino os deixa satisfeito.

  9. Apresentar os funcionários: Todas as pessoa que trabalham na escola devem ser apresentadas aos pais, além da devida apresentação, o professor deve explicar o que cada um faz, os horários da merenda, as normas, os cuidados com a higiene.

  10. Enfatizar a importância da presença dos pais nas atividades escolares dos filhos: Uma boa maneira de concluir o encontro é lembrar aos pais o papel deles na aprendizagem dos filhos. Essa participação se dá de modo simples: conversar sobre o que acontece na escola, incentivar a leitura, acompanhar o dever de casa, por exemplo. Nada garante que eles sairão completamente confiantes da reunião, mas se você conduzi-la bem, com firmeza e paciência, a ansiedade dará lugar aos espirito de cooperação.


DINÂMICAS PARA REUNIÃO DE PAIS


Bombons


  • Entregue uma bala para cada mãe, pai ou responsável e peçam que abram apenas com uma das mãos.

  • Você vai perceber que eles irão conseguir mas depois de um bom tempo e esforço.

  • Faça o comparativo da dinâmica com a vida escolar: a bala é a criança, a mão que eles usaram para abrir é a professora e a outra mão, a familia. Se a professora fizer o trabalho todo sozinha irá conseguir educar a criança, mas demorará mais e será mais difícil, mas, se tiver a outra mão, a família, ficará mais fácil e eficiente.

Bexiga



  • Entregue uma bexiga para cada responsável e peça que encha-a pensando na criança que está representando.

  • Cada responsável jogará sua bexiga para cima sem deixar cair.

  • A professora escolhe um participante para ser seu ajudante, já que estará no meio dos responsáveis ajundando-os a não deixarem as bexigas cairem.

  • O ajudante deverá tocar nos outros participantes onde deverão sentar nos seus lugares deixando suas bexigas no ar.

  • No final ficará apenas a professora tentando deixar as bexigas no ar enquantos os pais permanecem sentados olhando. REFLEXÃO: Se a professora não tiver o apoio dos pais, ficará mais difícil realizar o trabalho sozinha. No inicio da dinãmica estava tudo organizado pois todos estavam participando. Oriente-os a participarem da educação dos filhos motivando-os a irem a escola, elogiar seus trabalhos, participar de reuniões etc.

Árvore da vida


  • Na sala expor um desenho do tronco da árvore e na raiz está escrito "ser feliz".

  • Pedir então que os pais escrevam uma mensagem para o filho.

  • Solicite que os pais dobrem o papel com a mensagem e coloque dentro da bexiga.

  • Encha o balão e monte a árvore.

  • Quando os alunos chegarem a sala de aula, a professora deve explorar o presente deixado pelos pais, pedindo que cada um escolha um bexiga, estoure-a e leia a mensagem.

Bola da diferença



  • Entregar para cada pai uma folha de revista, pedir que eles amassem a folha e entregue a professora.

  • Mas ao amassar e entregar um de cada vez, dizer uma coisa que não gosta no filho.

  • A professora vai pegando todas as folhas e formando uma só bola com elas.

  • Ao terminar de ouvir todos os pais a professora comenta que cada criança é diferente e que tem pelo menos uma coisa que os pais não gostam.

  • Imagina a professora que tem todos os alunos com suas diferenças, manias...por isso deve ter o apoio dos pais que são quem conhecem os filhos realmente.

Dinâmica da indiferença


  • Entregar uma folha de sulfite para cada pai e pedir que façam um desenho e pintem, coloque uma música de fundo suave.

  • Após desenharem e pintarem, irem entregando a professora.

  • A professora pega o desenho,não olha, nem comenta, rasga e joga no lixo.

  • Questiona com os pais o que eles sentiram ao ter sua folha rasgada e jogada no lixo, espere que eles falem, então a professora coloca que é o mesmo sentimento que o aluno sente quando chega em casa da escola, contente para contarem como foi o dia ou mostrarem uma atividade desenvolvida na sala e os pais deixam para ver ou ouvir depois.

Dinâmica do peixe


  • Faça um desenho de um aquário e fixe-o na lousa, coloque a música peixe vivo para os pais ouvirem.

  • Entregue aos pais um pedaço de papel sulfite (1/4) e peça-lhes que desenhe um peixinho ou façam um dobradura, como desejarem.

  • Disponibilize material como lápis, giz de cera, tesoura etc.

  • Peça que ao terminarem recorte seu peixe e fixem-o no aquário.

  • Após todos terem fixado peçam que eles observem o que realizaram e comentem o que entederam da atividade.

  • Conduza a conversa para o lado da ética, do respeito as diferenças individuais.

  • Pergunte:

  • Todos os peixes são iguais?

  • Por que são diferentes? (porque somos diferentes, temos gostos diferentes, habilidades, conhecimentos diferentes)

  • Todos os peixinhos estão indo para o mesmo lado? ( temos objetivos, metas e sonhos diferentes)

  • Tranferindo para a vida escolar: O que é o aquário? Quem são os peixinhos? Como convivemos sabendo lidar com essas diferenças em casa e na escola?


Lembrete: Não finalize a reunião sem antes perguntar aos pais se eles tem alguma sugestão para melhorar a escola, agradeça ainda a participação e se possível não os deixe sair sem uma lembrança do encontro.







fonte: Revista Nova Escola, jul/06
www.novaescola.org.br




segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Todos Juntos,sem preconceito.


"Mais do que criar condições
para os deficientes,
a inclusão é um desafio
que implica
mudar a escola como um todo no
projeto pedagógico,
na postura diante dos alunos".

Valorizar as peculariedades de cada aluno, atender a todos na escola, incorporar a diversidade, sem nenhum tipo de distinção. Nunca o tema da inclusão de crianças com deficiências esteve tão presente no dia-a-dia da educação. Cada vez mais os professores estão percebendo que as diferenças não só devem ser aceitas, mas também acolhidas como subsídio para montar (ou complementar) o cenário escolar. E não se trata apenas de admitir a matricula desse meninos e dessas meninas _ isso nada mais é do que cumprir a lei. O que realmente vale (e, felizmente, muitos estão fazendo é oferecer serviços complementares, adotar práticas criativas na sala de aula, adaptar o projeto pedagógico, rever posturas e construir um nova filosofia educativa.

Cuidados
diferentes para
cada deficiência

(AUDITIVA)

Sempre fale de frente
A escola precisa providenciar um instrutor para a criança que não conhece a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), mas cujos pais tenham optado pelo uso dessa forma de comunicação. Esse profissional deve estar disponível para ensinar os professores e as demais crianças. O ideal é ter também fonoaudiológos disponíveis.
Sugestões:
  1. Consiga junto ao médico do estudante informações sobre o funcionamento e a potência do aparelho auditivo se ele usar.
  2. Garanta que ele possa ver, do lugar onde estiver sentado, seus lábios, ou seja, nunca fale de costas para a classe.
  3. Solicite que o aluno repita suas instruções para se certificar de que foi compreendida.
  4. Use representações gráficas para introduzir conceitos novos.
  5. Oriente o restante da classe a falar sempre de frente para o deficiente.

ALFABETO EM LIBRAS











(VISUAL)

Material especifico

A escola deve solicitar à mantenedora o material didático necessário _ regletes (régua para escrever em braille) e soroban-, além de da presença de um profissional para ensinar a criança cega, os colegas e os professores a escrever em braille. O deficiente deve contar com tratamento oftalmológico e receber, na rede ou em instituições especializadas, instruções sobre mobilidade e locomoção nas ruas. Deve também conhecer e aprender a utilizar ferramentas de comunicação, como sintetizadores de voz que possibilitam ao cego escrever e ler via computador. Em termos de acessibilidade o ideal é colocar cercados no chão, abaixo dos extintores de incêndio, e intalar corrimão nas escadas.

Sugestões:

  1. Pergunte ao aluno e à familia quais são as possibilidades e necessidades dele.
  2. A melhor maneira de guiar o cego é oferecer-lhe o braço flexionado, de forma que ele possa segurá-lo pelo cotovelo.
  3. Descreva os ambientes com detalhes e não mude móveis de lugar com frequência. Os recursos didáticos aconselhados são: lupa, livro falado e materiais desportivos como bola de guizo.
  4. Busque na turma colegas dispostos a ajudá-los.
  5. Substitua explicações com gestos por atividades em que o deficiente se movimente. Por exemplo: forme uma roda com a criançada para explicar o movimento de tranlação da Terra.

(FÍSICA)

Adaptar os espaços

Toda escola precisa eliminar as barreiras arquitetônicas, mesmo que não tenha jovens com deficiências matriculados. As adaptações do edificio incluem: rampas de acesso, instalação de barras de apoio e alargamento das portas. No caso de haver deficientes físicos nas classes, a modelagem do mobilíário deve levar em conta as características deles. Entre os materiais de apoio pedagógico necessários estão pranchas ou presilhas para prender o papel na carteira, suporte para lápis, computadores que funcionam por contato na tela e outros recursos tecnológicos.

Sugestões:

  1. Pergunte ao aluno e a familia que tipo de ajuda ele precisa, se toma medicamentos, se tem horário específico para ir ao banheiro, se tem crises e que procedimento adotar se isso ocorrer.
  2. Aqueles que andam em cadeira de rodas precisam mudar constantemente de posição para evitar cansaço e desconforto.
  3. Informe-se sobre a postura adequada do aluno, tanto em pé quanto sentado, e garanta que ele não fuja dela.
  4. Se necessário, fixe folhas de papel na carteira usando fita adesiva. Os lápis podem ser engrossados com esparadrapo para auxiliá-lo na escrita, caso ele tenha pouca força muscular.
  5. Ouça com paciência quem tem compromentimento da fala e não termine as frases por ele.

(MENTAL)

Tarefas individuais

Geralmente os deficientes mentais têm dificuldades para operar as idéias de forma abstrata. Como não há um perfil único, é necessário um acompanhamento individual e contínuo, tanto da familia como do corpo médico. As deficiências não podem ser medidas e definidas genericamente. Há que levar em conta a situação atual da pessoa, ou seja, a condição que resulta da interação entre as características do indivíduo e as do ambiente. Informe-se sobre as especificidades e os instrumentos adequados para fazer com que o jovem encontre na escola um ambiente agradável, sem discriminação e capaz de proporcionar um aprendizado efetivo, tanto do ponto de vista educativo quanto social.

Sugestões:

  1. Posicione o aluno nas primeiras carteiras, de forma que você possa estar sempre atento a ele.
  2. Estimule o desenvolvimento de habilidades interpessoais e ensine-o a pedir instruções e solicitar ajuda.
  3. Trate-o de acordo com a faixa-etária.
  4. Só adapte os conteúdos curriculares depois de cuidadosa avaliação de uma equipe de apoio multiprofissional.
  5. Avalie a criança pelo progresso individual e com base em seus talentos e suas habilidades naturais, sem compará-la com a turma.


"As diferenças enriquecem a vida de todos"

Quer saber mais?

Caminhos Pedagógicos da Inclusão,Maria Teresa Mantoan, 243 págs. Ed. Memnon

Coleção Meu Amigo Down, (três vols), Cláudia Wernwck, 24 págs. Ed, WVA

Educação Especial no Brasil, Marcos Mazzota, 208 págs, Ed. Cortez

Inclusão> Construindo Uma Sociedade Para Todos, Romeu Sassaki, 174 págs, Ed. WYA



Fonte pesquisada:Revista Nova Escola, set 2003

OBRIGADO PELA SUA VISITA VOLTE SEMPRE...DESIGN DO BLOG:Leonardo Araújo Guedes-Dom de Educar