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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Todos Juntos,sem preconceito.


"Mais do que criar condições
para os deficientes,
a inclusão é um desafio
que implica
mudar a escola como um todo no
projeto pedagógico,
na postura diante dos alunos".

Valorizar as peculariedades de cada aluno, atender a todos na escola, incorporar a diversidade, sem nenhum tipo de distinção. Nunca o tema da inclusão de crianças com deficiências esteve tão presente no dia-a-dia da educação. Cada vez mais os professores estão percebendo que as diferenças não só devem ser aceitas, mas também acolhidas como subsídio para montar (ou complementar) o cenário escolar. E não se trata apenas de admitir a matricula desse meninos e dessas meninas _ isso nada mais é do que cumprir a lei. O que realmente vale (e, felizmente, muitos estão fazendo é oferecer serviços complementares, adotar práticas criativas na sala de aula, adaptar o projeto pedagógico, rever posturas e construir um nova filosofia educativa.

Cuidados
diferentes para
cada deficiência

(AUDITIVA)

Sempre fale de frente
A escola precisa providenciar um instrutor para a criança que não conhece a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), mas cujos pais tenham optado pelo uso dessa forma de comunicação. Esse profissional deve estar disponível para ensinar os professores e as demais crianças. O ideal é ter também fonoaudiológos disponíveis.
Sugestões:
  1. Consiga junto ao médico do estudante informações sobre o funcionamento e a potência do aparelho auditivo se ele usar.
  2. Garanta que ele possa ver, do lugar onde estiver sentado, seus lábios, ou seja, nunca fale de costas para a classe.
  3. Solicite que o aluno repita suas instruções para se certificar de que foi compreendida.
  4. Use representações gráficas para introduzir conceitos novos.
  5. Oriente o restante da classe a falar sempre de frente para o deficiente.

ALFABETO EM LIBRAS





video





(VISUAL)

Material especifico

A escola deve solicitar à mantenedora o material didático necessário _ regletes (régua para escrever em braille) e soroban-, além de da presença de um profissional para ensinar a criança cega, os colegas e os professores a escrever em braille. O deficiente deve contar com tratamento oftalmológico e receber, na rede ou em instituições especializadas, instruções sobre mobilidade e locomoção nas ruas. Deve também conhecer e aprender a utilizar ferramentas de comunicação, como sintetizadores de voz que possibilitam ao cego escrever e ler via computador. Em termos de acessibilidade o ideal é colocar cercados no chão, abaixo dos extintores de incêndio, e intalar corrimão nas escadas.

Sugestões:

  1. Pergunte ao aluno e à familia quais são as possibilidades e necessidades dele.
  2. A melhor maneira de guiar o cego é oferecer-lhe o braço flexionado, de forma que ele possa segurá-lo pelo cotovelo.
  3. Descreva os ambientes com detalhes e não mude móveis de lugar com frequência. Os recursos didáticos aconselhados são: lupa, livro falado e materiais desportivos como bola de guizo.
  4. Busque na turma colegas dispostos a ajudá-los.
  5. Substitua explicações com gestos por atividades em que o deficiente se movimente. Por exemplo: forme uma roda com a criançada para explicar o movimento de tranlação da Terra.

(FÍSICA)

Adaptar os espaços

Toda escola precisa eliminar as barreiras arquitetônicas, mesmo que não tenha jovens com deficiências matriculados. As adaptações do edificio incluem: rampas de acesso, instalação de barras de apoio e alargamento das portas. No caso de haver deficientes físicos nas classes, a modelagem do mobilíário deve levar em conta as características deles. Entre os materiais de apoio pedagógico necessários estão pranchas ou presilhas para prender o papel na carteira, suporte para lápis, computadores que funcionam por contato na tela e outros recursos tecnológicos.

Sugestões:

  1. Pergunte ao aluno e a familia que tipo de ajuda ele precisa, se toma medicamentos, se tem horário específico para ir ao banheiro, se tem crises e que procedimento adotar se isso ocorrer.
  2. Aqueles que andam em cadeira de rodas precisam mudar constantemente de posição para evitar cansaço e desconforto.
  3. Informe-se sobre a postura adequada do aluno, tanto em pé quanto sentado, e garanta que ele não fuja dela.
  4. Se necessário, fixe folhas de papel na carteira usando fita adesiva. Os lápis podem ser engrossados com esparadrapo para auxiliá-lo na escrita, caso ele tenha pouca força muscular.
  5. Ouça com paciência quem tem compromentimento da fala e não termine as frases por ele.

(MENTAL)

Tarefas individuais

Geralmente os deficientes mentais têm dificuldades para operar as idéias de forma abstrata. Como não há um perfil único, é necessário um acompanhamento individual e contínuo, tanto da familia como do corpo médico. As deficiências não podem ser medidas e definidas genericamente. Há que levar em conta a situação atual da pessoa, ou seja, a condição que resulta da interação entre as características do indivíduo e as do ambiente. Informe-se sobre as especificidades e os instrumentos adequados para fazer com que o jovem encontre na escola um ambiente agradável, sem discriminação e capaz de proporcionar um aprendizado efetivo, tanto do ponto de vista educativo quanto social.

Sugestões:

  1. Posicione o aluno nas primeiras carteiras, de forma que você possa estar sempre atento a ele.
  2. Estimule o desenvolvimento de habilidades interpessoais e ensine-o a pedir instruções e solicitar ajuda.
  3. Trate-o de acordo com a faixa-etária.
  4. Só adapte os conteúdos curriculares depois de cuidadosa avaliação de uma equipe de apoio multiprofissional.
  5. Avalie a criança pelo progresso individual e com base em seus talentos e suas habilidades naturais, sem compará-la com a turma.


"As diferenças enriquecem a vida de todos"

Quer saber mais?

Caminhos Pedagógicos da Inclusão,Maria Teresa Mantoan, 243 págs. Ed. Memnon

Coleção Meu Amigo Down, (três vols), Cláudia Wernwck, 24 págs. Ed, WVA

Educação Especial no Brasil, Marcos Mazzota, 208 págs, Ed. Cortez

Inclusão> Construindo Uma Sociedade Para Todos, Romeu Sassaki, 174 págs, Ed. WYA



Fonte pesquisada:Revista Nova Escola, set 2003

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